E a moça na passarela
Pintada e com óculos
e a roupa amarela, torta
transgredindo o mundo solto
algo como a "grande porta"
ou a "janela mestra"
sendo sobre sua testa
O grande arco azul
Que aponta ao sul a luz do flash cego
E ainda assim eu a observo.
É. Dá pra pra admirar o boçal belo
A tortuosa e cansativa avenida
da beleza expurgada e não parida.
E se há alguem que a olha
com olhos de criança assustada
Meu olhar é avantajado
Por dentro, o coração movimentado
E por fora, os sentimentos caóticos
De uma moça que se deixa transmitir
em movimentos ópticos.
sábado, 14 de agosto de 2010
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